segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

12 e podiam ser mais

A SMS passou-me um desafio: apontar as minhas 12 palavras preferidas, e dizer porquê. Aqui vão:

gargalhada - gosto que não seja fácil de dizer, que se enrole na língua. É riso hardcore, não é para ser tímido. Gosto de gargalhadas com personalidade, quase obscenas.

praia - vou todo o ano e até posso passar por maluca por ir ao banho em Novembro, mas quando é para me espojar na areia, não pensar em nada, apanhar sol e boiar no mar, não me armo em esquisita. É provavelmente o sítio mais perfeito que existe, com sol e calor.

dormir - houve um tempo em que queria ser uma espécie de Marcelo Rebelo de Sousa e não precisar de mais do que umas três ou quatro horas por noite, para poder fazer muito mais do que faço. Hoje em dia não. Gostava de dormir mais. É tãaaaaao bom.

amor - os franceses souberam prolongar a lânguidez da palavra, e às vezes tenho pena que o nosso amor não se demore mais na boca. (sempre há a estratégia do Tarcísio Meira de dizer amorrrrrrr, mas isso também já é ridículo de mais). De resto, qualquer definição acerta ao lado: amor é amor é amor.

margarida - é a minha flor preferida, é a minha bebida preferida (versão cocktail made in Mexico), e quem me conhece sabe que se eu pudesse trocar de nome era para ser a Gui.

pestana - é das primeiras coisas em que reparo numa pessoa. E apesar do meio pânico de perder uma e temer ficar careca de pestanas, gosto do jogo de pedir um desejo entre os dedos e o soprar.

detalhe - no outro dia alguém dizia que não gostamos de uma pessoa ou de uma coisa pelo seu todo, mas por uma série de detalhes. Concordo. São os detalhes pelos quais nos apaixonamos, são os detalhes de que temos saudades (aí está outra palavra bonita, mas triste) - coisas tão parvas ou pormenores tão simples como dobrar as folhas sempre em desproporção, e nunca a meio.

cerejas (e morangos e amoras bravas) - faz-me pensar em verão, em lábios vermelhos, em andar a apanhar fruta e a comê-la logo de seguida. No Eugénio de Andrade.

mãe - a minha fez e faz as vezes de mãe e de pai. E também quero saber, um dia, como é que isso soa quando não for eu a dizer mas a ouvir.

livro - tenho a pancada de agarrar e pousar um novo umas dez vezes, noite após noite, antes de finalmente o abrir. Gosto do objecto, do que tem dentro, do tempo que demora e de haver uma certa pena quando acaba. Não gosto de livros velhos, gosto de ser a primeira.

ronron - um bocadinho lamechas mas uma bela imitação de onomatopeia para o rrrrrrrrrrrrrrrrrrr que sai de um gato feliz e que tantas vezes é suficiente para começar bem o dia.

impulso - tem vontade própria, propulsão. Às vezes é demasiado inconsciente (tantas vezes, logo no minuto a seguir, parece a coisa mais estúpida que já se fez), mas tem sempre o benefício de que nada fica na mesma. E é sincero.

2 comentários:

Tita disse...

achei piada ao ronron :P

e tb achei piada ao blog

SMS disse...

Também devia ter posto "Dormir" na minha lista. Tenho uma vaga ideia de gostar muito disso. Boa lista!
Chuac!